Você mora no interior do país? Não sei como são nesses últimos espaços públicos, mas se você morar em uma cidade média ou grande, acho que não tem problema, não. Do contrário, creio que o identificador pode até lhe ajudar em casos de acessibilidade...
Brasil
Esta Comunidade destina-se a postagens gerais sobre o Brasil.
Para obter suporte com problemas no Lemmy Brasil, peça ajuda em !suporte@lemmy.eco.br ou acesse a sala de suporte.
Para jogar conversa fora, utilize o !batepapo@lemmy.eco.br.
Para comentar noticias: !noticias@lemmy.eco.br.
Para comentar sobre política: !politica@lemmy.eco.br.
O problema não é esse, o problema é que eu ainda estou no Ensino Médio, e, bem, adolescentes não são tão compreensivos.
Eu tem visto pessoas no São Paulo com ele e não tenho percebido tratamiento diferenciado. Mas não sei o que comparável é São Paulo com onde você mora.
Depende muito do contexto e ambiente, mas se você convive em espaços onde já sofre capacitismo, capaz de piorar mesmo. Se seus pais insistem que você use o cordão, é uma pena, mas você vai ter que seguir sua consciência mesmo que signifique desobedecer eles. O cordão é algo que você tem que decidir usar, e inclusive dependendo do contexto, decidir tirar também. Da mesma forma que não se tira alguém do armário à força, expor alguém contra a própria vontade assim é apenas outra forma de capacitismo mais passivo.
@MeowerMisfit817@lemmy.world @brasil@lemmy.eco.br
Não sei até que ponto sou autista; por enquanto, não fui diagnosticado como tal. Mas partilho de características comuns ao espectro: hipersensibilidade, hiper-sistematização (se pegar meu histórico aqui no Fediverso, verá como trato tudo como um "sistema a ser destrinchado" e como amo misturar áreas do conhecimento), dentre outros.
O que tive de diagnóstico foi TDAH e, recentemente, Personalidade Esquizotípica (porém, esse tem mais a ver com a psiquiatra botando minha prática ocultista no balaio de "crença atípica" num país onde cristianismo é o "normal").
Suspeito daí, que eu seria um AuDHD (TDAH + autismo), isso se eu não tiver Síndrome de Geschwind (dada minha hiperreligiosidade e hipergrafia). O fato de estar esperando um encaminhamento ao psiquiatra há mais de um ano enquanto o CAPS não lida com meu linguajar metafísico mesmo diante de ideações suicidas, não ajuda no diagnóstico (mas duvido que um diagnóstico me ajudaria na prática). O que sei é que sou uma pessoa neurodivergente, mas qual tipo, exatamente, não sei.
Feito esse contexto, diria, com base no que eu percebo sendo também neurodivergente, é que esse mundo é hostil a nós. Sons altos sancionados por prefeitura e garantidos pela Polícia (Carnaval, para muitos, "alegria"; para nós, tortura sonora; mas os neurotípicos não estão nem aí com isso!), ambientes (online e offline) cheios de estímulos visuais (propagandas) e, principalmente, um "contrato social" onde linguagem não-verbal instintiva é parte sine qua non da interação humana (pra eles, contato visual e aperto de mãos é "confiança" e parte do requerimento; para nós, contato visual é algo que sentimos no âmago da alma que seja evitado pois os olhos são a janela da alma invadida sem consentimento quando há esse contato visual, e aperto de mãos é igualmente desconfortável se não algo totalmente sem sentido).
Por um lado, aquele cordão tenta dialogar com a linguagem não-verbal dos neurotípicos. O girassol traz uma simbologia interessante: é uma flor que constantemente tenta mirar pra luz, em meio a flores que não têm a mesma habilidade de rastreio solar.
Obviamente, o cordão é para quem sabe seu significado. Em um mundo onde as pessoas mal desconfiam que estão cercadas de símbolos ("Sinais e símbolos governam o mundo, não palavras ou leis"), a tendência é que vão ver o cordão e vão pensar "ah, elx participou de algum evento e esse cordão é pra entrada no evento" ou "elx trabalha em escritório de alguma empresa cuja marca é um girassol". Duvido que a maioria do povo brasilero neurotípico saiba o que significa o cordão de girassol. Já ouvi casos onde nem mesmo recepcionistas em pronto-socorro respeitaram o cordão da pessoa autista e trataram-na como tratam neurotípicos.
Nesse sentido, onde a maioria não sabe o que o cordão significa, diria que não muda muita coisa. Arrisca-se de, aqueles que sabem, lhe tratarem bem ou lhe tratarem mal. No final, o uso do cordão vira loteria.
Olha, tudo depende, quantos anos você tem, de onde veio essa recomendação do cordão, etc. Você tem laudo? Faz acompanhamento médico? As vezes é importante usar o cordão para garantir que seus direitos sejam observados em alguns locais. Por mais que tenha o lado negativo, as vezes as pessoas iriam te tratar mal de qualquer maneira, mesmo sem cordão, afinal de contas é isso né, infelizmente quase ninguém gosta de pessoas neurodivergentes em público e estão acostumados a maltratar. Talvez o cordão exista para embasar alguma garantia legal, por exemplo, se você tiver problemas sérios agentes do governo ou forças de segurança... Mas tudo depende, cada casa é um caso...
Sinceramente eu nem sabia da existência deles, e é possível que muitas pessoas não associem um significado ao cordão também. Mas o mais importante é a sua opinião sobre o uso dele, porque o consentimento vem em primeiro lugar.
Não com os meus pais, eu já falei mil vezes que eu não quero e minha mãe ainda insiste.
Passariam a te olhar com cara de pena, além de te tratar mal
Cara, baseado em quê você está falando isso???? Que loucura esse fio aqui!!!!
Já estive com pessoas que imediatamente e impulsivamente soltam um "tadinho" ao ver pessoas com qualquer aparente divergência do comum
É exatamente o que eu falo com ela. Eu acho que vou esconder esse chaveiro na escola.
Qual o intuito de usar esse cordão ? Tipo, o seu autismo é tão grave assim que é necessário avisar a todos sem dizer nada ? Na minha opinião (ninguém pediu), acho uma etiquetagem chata. Conheci alguns autistas e ninguém precisou de etiqueta para (pelo menus eu) saber que era autista. Acredito que basta as pessoas terem respeito com você e que você tenha respeito com elas.
É um sinalizador de deficiência oculta como qualquer outro: serve tanto para facilitar tratamentos diferenciados em determinados serviços com menos constrangimento (ex.: cadeira amarela no ônibus), quanto para sinalizar a deficiência caso ela se torne relevante.
Conheci alguns autistas e ninguém precisou de etiqueta para (pelo menus eu) saber que era autista.
Parabéns, mas não é sobre você.
Na minha opinião (ninguém pediu)
Realmente.
O tempo que voce perdeu me atacando, poderia ter tentado ajudar o colega com alguma coisa. Podia ter me atacado E, ainda, ter escrito algo para o autor do post. Mas nem isso voce fez. Pra voce, é mais importante atacar do que ajudar o próximo. Lamentável.
Não sei, pergunta pra minha mãe. Meu autismo é grau um, também não é pra tanto, não sei o porquê dela ter cismado com isso.
Sugiro não usar isso. No mundo real, as pessoas vão te estigmatizar por conta disso. Vocẽ não é deficiente, vocẽ não tem problema. O autismo pode ser uma dificuldade, mas não é de maneira nenhuma qualquer tipo de impedimento. Viva sem se escorar nisso. Tem gente que vai querer te colocar em um berço de ouro e achar que vocẽ é um bichinho de zoológico. Mas vocẽ não é. É apenas uma pessoa normal. Se o seu grau fosse elevado, aí seria outra história, porque voce poderia tomar atitudes que não gostaria. Porém, não é o caso.
Resposta completamente desnecessária. Fediverso já foi mais inclusivo... Me somo aqui ao r2castro.
Agora explicar isso pra minha mãe e ela querer me ouvir vai ser difícil.